segunda-feira, 17 de junho de 2013

A Direção da Escola Miguel Couto vem agradecer aos funcionários e professores que bravamente seguem com sua rotina diária transpondo as dificuldades, a poeira e o barulho causados pela obra de melhorias na estrutura interna e externa do nosso prédio.

Muito obrigada!!  Vocês são verdadeiros guerreiros que fazem  a Educação valer a pena.

Muitas vezes, a correria de nossas vidas nos impede de dar atenção ao que realmente vale a pena. E agradecer é uma das coisas que acabam ficando esquecidas na correria do dia-a-dia.
 
O vinho e a água
Nos Alpes Italianos existia um pequeno vilarejo que se dedicava ao cultivo de uvas para produção de vinho. Uma vez por ano, acontecia uma grande festa para comemorar o sucesso da colheita.
A tradição exigia que nessa festa cada morador do vilarejo trouxesse uma garrafa do seu melhor vinho, o de maior sucesso, para colocar dentro de um grande barril, que ficava na praça central.
Um dos moradores pensou: “Porque deverei levar uma garrafa do meu mais puro vinho? Levarei água, pois no meio de tanto vinho o meu não fará falta.” Assim pensou e assim fez.
Conforme o costume, em determinado momento, todos se reuniram na praça, cada um com sua caneca para provar aquele vinho, cuja fama se estendia muito além das fronteiras do país.
Contudo, ao abrir a torneira, um absoluto silêncio tomou conta da multidão. Do barril saiu… água!
“A ausência da minha parte não fará falta.” Foi o pensamento de cada um dos produtores… Muitas vezes somos conduzidos a pensar “Tantas pessoas existem neste mundo! Se eu não fizer a minha parte, o meu trabalho, isto não terá importância.” Será?
Você sempre tem que estar motivado para fazer a sua parte, tenha um pensamento diferente dos outros e faça o seu trabalho, independente do que os outros possam estar fazendo.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

 
 15 de fevereiro é um dia muito especial! Nossa querida profª Claudia Azevedo completa mais um verão em sua vida! Parabéns Tia Claudia!!!
 
 Tudo de bom!! Muita PAZ, SAÚDE, AMOR, PACIÊNCIA, CRIATIVIDADE e que Deus abençoe sua caminhada nesta vida fortalecendo-a cada vez mais! Aproveite para aprender tudo que puder, refletir, amadurecer e transformar em si o que desejar.  E como somos responsáveis pelo que cativamos, tenho certeza que cativastes muitos corações!
Felicidades Mil!
Abraços de todos nós da Miguel Couto!
 


terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Mais um ano letivo se inicia... Bem vindo 2013 !!!

Iniciamos mais um ano letivo...  2013 chegou !!!
E com ele novas expectativas, novos projetos... momentos de ansiedade por parte dos pais e dos professores... alguns rostinhos conhecidos, outros novos... mas todos refletindo uma grande interrogação:  O que acontecerá ?  Como será a professora ? Como serão as turmas ?

Perguntas tão simples e ao mesmo tempo tão comuns a cada início de um novo ano.  E, pensando nessas questões, nesses anseios e preocupações, na necessidade de "acolher" a cada um que chega, sejam professores, funcionários, pais, alunos... nossa escola desenvolverá, em seu Projeto Político Pedagógico,  o Tema "Cativar é Preciso", buscando resgatar valores importantes para nossa sociedade, para o convívio do ser humano como solidariedade, união, amor, respeito, fraternidade, comunhão entre as pessoas... e tudo isso só pode ser alcançado a partir do momento em que cada um, em particular, se dispuser a "cativar" o outro...


Quem não conhece a obra "O Pequeno Príncipe" de Antoine de Saint-Exupéry ?
É um romance publicado em 1943 nos Estados Unidos. Numa primeira leitura, aparenta ser um livro para crianças, mas possui um grande teor poético e filosófico.

No livro, um lindo diálogo entre o Principezinho e uma raposa, nos mostra o que é "cativar" e a sua necessidade em nossa vida como ser humano.  Esse diálogo embasará nosso Projeto durante o ano letivo.

 DIÁLOGO ENTRE O PRÍNCIPE E A RAPOSA:

 “E foi então que apareceu a raposa:
– Bom dia – disse a raposa.
– Bom dia – respondeu educadamente o pequeno príncipe, que, olhando a sua volta, nada viu.
– Eu estou aqui, – disse a voz, debaixo da macieira...
– Quem és tu? – perguntou o principezinho. – Tu és bem bonita...
– Sou uma raposa – disse a raposa.
– Vem brincar comigo – propôs ele. – Estou tão triste...
– Eu não posso brincar contigo – disse a raposa. – Não me cativaram ainda.
– Ah! Desculpa – disse o principezinho. Mas, após refletir, acrescentou:
– Que quer dizer "cativar"?
– Tu não és daqui – disse a raposa.
– Que procuras? 
– Procuro os homens – disse o pequeno príncipe.
– Que quer dizer cativar?
– Os homens – disse a raposa – têm fuzis e caçam.
É assustador! Criam galinhas também. É a única coisa que fazem de interessante. Tu procuras galinhas?
– Não – disse o príncipe. – Eu procuro amigos.
– Que quer dizer “cativar”?
– É algo quase sempre esquecido – disse a raposa.
Significa "criar laços"...
– Criar laços?
– Exatamente, disse a raposa. Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim.
Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas.
Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo...
– Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens também. 
Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol.
Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros me fazem entrar debaixo da terra.
Os teus me chamarão para fora da toca, como música.

E depois, olha! Vês, lá longe, o campo de trigo?

Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! – Mas tu tens cabelos dourados.

E então serás maravilhoso quando me tiverdes cativado. O trigo, que é dourado, fará com que me lembre de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...
A raposa calou-se e observou muito tempo o príncipe:
– Por favor, cativa-me! disse ela.
- Eu até gostaria – disse o principezinho – mas eu não tenho
muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a
conhecer.
– A gente só conhece bem as coisas que cativou – disse a raposa.
– Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma.
Compram tudo já pronto nas lojas.
Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos.
Se tu queres um amigo, cativa-me!
– Que é preciso fazer? – perguntou o pequeno príncipe.

– É preciso ser paciente – respondeu a raposa

– Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva.
Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada.
A linguagem é uma fonte de mal-entendidos.
Mas cada dia, te sentarás um pouco mais perto...
No dia seguinte o príncipe voltou.
– Teria sido melhor se voltasses à mesma hora – disse a raposa.
– Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz! Quanto mais a hora for chegando, mais me sentirei feliz! Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade!

Assim o pequeno príncipe cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:

– Ah! Eu vou chorar.

– A culpa é tua – disse o principezinho. – Eu não queria te fazer
mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...

– Quis – disse a raposa.

– Então, não terás ganho nada!

– Terei, sim – disse a raposa – por causa da cor do trigo.

Depois ela acrescentou: – Vai rever as rosas. Assim, compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te presentearei com um segredo.

O pequeno príncipe foi rever as rosas:[...]. “ E ao voltar dirigiu-se à raposa:

– Adeus... – disse ele.

– Adeus – disse a raposa.

– Eis o meu segredo:

É muito simples: só se vê bem com o coração. 
O essencial é invisível aos olhos.”


“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”



Que assim como o Príncipezinho e a raposa, todos nós, alunos, professores, funcionários e responsáveis possamos e saibamos cativar e nos deixar ser cativados.